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Campanha salarial de todos, mas em suas especifidades

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A ocasião da campanha salarial e da plataforma apresentada aos servidores todos os anos tem marcado, histórico e equivocadamente, uma relação conflituosa entre as categorias do magistério e das atividades meio e saúde. Os esforços do sindicato em por as especificidades dessas duas áreas não tem removido uma infeliz leitura de que uma está em detrimento da outra. E isso é um erro que fragiliza a luta.

É o desenvolvimento da carreira de ambas no serviço público, as suas fontes de financiamento e a capacidade de agregação em lutas específicas que determinam a diferença entre elas. E diferença aqui é distinção entre uma e outra e não superioridade ou privilégio.

Datada de 2003, a carreira do magistério e suas fontes de financiamento determinam os patamares de suas conquistas, firmados em normativas federais e municipais sólidas.

Datada de 2014, a carreira das atividades meio e saúde é mais nova, e tem conquistas mais tímidas, no limite das poucas normativas federais e estaduais que oportuniza a melhoria e avanço maior na carreira, sobretudo suas fontes de financiamento. O primeiro, carrega um maior histórico de enfrentamento e união nas lutas sindicais, o segundo, em que pese a presença e atuação forte de algumas categorias dentro desse grupo maior, revela uma capacidade de luta e agregação menor. Felizmente, a natureza da carreira em maior construção nas atividades meio e saúde, tem conquistado maior número de servidores para novas conquistas e isso tem melhorado muito.

No entanto, aquela visão de privilégio dos professores por parte do sindicato, ainda marca e desagrega muitos. Mas, em todos os tempos, o perfil da campanha salarial tem sido de contemplação de todos e todas, de garantia do que é direito aos servidores em suas categorias, dentro de suas especificidades.

Sabendo que o magistério e os agentes de endemias e de saúde tem um piso nacional, nossa luta será por isso. Se as demais categorias não tem piso, mas é seu direito um reajuste que qualifique suas atividades e sobreponham suas perdas, no lastro financeiro municipal, é para isso que se luta. Se há necessidade de uma carreira mais sólida ou de remuneração mais digna para as atividades meio, é para isso que lutamos, sempre sob as condições de financiamento e de suporte para que esses direitos se efetivem.

Sempre para atender às especificidades da categoria maior das atividades meio e de categorias diversas que a compõe. A campanha salarial, nesses dois grupos, entretanto, em muitos aspectos, não tem como ser igual. É possível ser equitativa, mas não nos mesmos padrões, porque são específicas e tem naturezas e fontes de financiamentos diferentes. Por conta disso, muitos se encaminham pela vereda do conflito e da separação para criar desajustes e rompimentos entre os servidores. Mas o sindicato sabe que está no caminho certo e, a seu tempo, vai dando desenvolvimento às suas lutas para todos!

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