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EDUCAÇÃO: O silêncio ensurdecedor dos docentes e discentes nas escolas

Conforme site “Significados”, “Educação é o ato de educar, de instruir, é polidez, disciplinamento. […] O conceito de educação engloba o nível de cortesia, delicadeza e civilidade demonstrada por um indivíduo e a sua capacidade de socialização. [..] No sentido técnico, a educação é o processo contínuo de desenvolvimento das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano, a fim de melhor se integrar na sociedade ou no seu próprio grupo”.

É preciso compreender educação além desses conceitos técnicos e científicos, ampliando essa definição para outros aspectos que interferem significativamente na construção da nossa sociedade. Faz-se necessário à escola debater não apenas os conteúdos implementados a partir de currículos, quase sempre postos com o viés de formar apenas a mão de obra do mercado, deformando, de certa forma, o papel critico-social que aqueles cidadãos devem ter no conjunto da sociedade na qual ele está inserido, garantindo o seu direito e dos outros a políticas públicas que atendam os anseios do nicho dos trabalhadores.

É notório a falta de debate sobre EDUCACÃO nas escolas do ensino básico, seja pelos docentes, seja pelos discentes. Quando falo de “debate sobre EDUCACÃO”, falo para tratar da importância de discutir sobre os instrumentos necessários para o continuo desenvolvimento dos envolvidos no processo de ensino aprendizagem como: o financiamento da educação, a valorização dos profissionais, os currículos e as condições de trabalho, para o acontecer desse processo continuo de desenvolvimento. Isto posto, questiono também que com o advento da educação formal como um direito universal que, embora ainda não tenha sido assegurado para absolutamente todos no nosso em nosso pais, mas que caminha para isso, há que se questionar que tipo de cidadãos estamos formando, despolitizados e descaracterizados do seu papel na sociedade enquanto filhos da classe trabalhadora.

Como justificar que um aluno pobre, negro e filho de trabalhador, tenha adentrado no ensino superior através das cotas, e este mesmo educando vote em um representante que defende a extinção das mesmas? Algo certo está errado!  Para este aluno, mesmo que esteja na escola, que é o lugar certo, a construção de seu “ser cidadão” na mesma não está se dando de forma correta. Algo errado não está certo. Essa construção equivocada de cidadão está levando ele a “votar” e/ou posicionar-se através do voto contra ele mesmo.

Diante deste cenário de regressão que se abateu sobre o nosso pais, é preciso que se afirme o que diz Paulo Freire no seu livro Educação como Pratica Libertadora: a educação é um ato libertador, através do qual as pessoas seriam agentes que operam e transformam o mundo, em algo melhor, é claro. Entretanto, essa educação, ou a falta dela, fez com que muitos jovens contribuíssem para nos fazer regredir em tantos avanços e conquistas sociais alçados às custas de suor e sangue de milhares de trabalhadores por várias décadas.

Ainda que assim seja, é necessário permanecer na tarefa de buscar dar à educação sua natureza libertadora, porque como também dizia o educador logo acima citado, no campo da educação é imperativo ter esperança, porque a esperança é como o ar que respiramos. Sem ar a gente não vive, sem esperança não tem porque continuar.

Fonte: Significados da Educação 

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